Revista Cristina — 5 perguntas sobre ginecomastia

Revista Cristina — 5 perguntas sobre ginecomastia

O aumento da mama masculina, a chamada ginecomastia, suscita muitas dúvidas entre homens e mulheres — aqui respondemos às 5 perguntas que mais nos fazem.

  1. A ginecomastia é definitiva ou pode acontecer transitoriamente?

A ginecomastia pode ser temporária. Existem três momentos na vida de um homem em que a ginecomastia é mais provável mas também transitória: no período neonatal, na adolescência e na terceira idade. A razão é hormonal. Nos recém-nascidos, circulam ainda muitas hormonas provenientes da mãe; na puberdade, as quantidades de estradiol e estrogénio ainda não atingiram o balanço correto; nos idosos, a causa reside na conversão periférica de testosterona em estrogénio. Em qualquer caso, mas principalmente nos dois primeiros períodos, a ginecomastia deve ser vigiada, despistando outras causas.

  1. Quais os fatores externos que podem causar a ginecomastia?

Quando não é transitória, a ginecomastia pode ter causas como doenças genéticas, neoplásicas, hepáticas, renais, entre outras. A causa não fisiológica mais comum está associada à toma de medicamentos (como anti-hipertensores, antidepressivos ou substitutos hormonais) e estupefacientes (como a marijuana e derivados) sendo a ginecomastia um efeito secundário. Também o uso de esteroides anabolizantes para o aumento de massa muscular pode levar à ginecomastia. A causa fisiológica mais comum é a acumulação de gordura em situações de excesso de peso. No entanto, um quarto dos casos de ginecomastia não tem causa estabelecida, sendo denominada idiopática.

  1. Quais os possíveis tratamentos para a ginecomastia?

Se a causa identificada da ginecomastia for o excesso de peso e/ou a toma de medicamentos ou estupefacientes, o primeiro passo é perder peso e/ou suspender a toma. Após a exclusão da causa escondida, se o problema se mantiver, o tratamento cirúrgico é a opção mais viável — quando a causa da ginecomastia é idiopática, o tratamento cirúrgico é, geralmente, a única solução.

Na grande maioria dos casos, a cirurgia para a correção da ginecomastia passa pela lipoaspiração. Através de pequenas incisões é possível remover o excesso de gordura localizada na mama masculina e glândula mamária menos densa; quando a glândula mamária é mais densa, é necessária uma incisão semicircular no rebordo inferior da aréola, para a sua remoção.

A pele em excesso, desde que não seja em demasia, normalmente retrai sem complicações; a remoção de pele excessiva fica reservada para os casos em que não se espera uma elasticidade cutânea suficiente.

  1. O resultado do tratamento para a ginecomastia é definitivo?

Mais uma vez, dependerá da causa. Se o fator desencadeador da ginecomastia inicial se mantiver, poderá haver uma reincidência, o que normalmente acontece quando a causa é o excesso de peso — o paciente volta a ganhar peso e acumula gordura na região mamária.

  1. O que dizem os pacientes depois do tratamento à ginecomastia?

A cirurgia para a ginecomastia tem uma elevadíssima taxa de satisfação. O pós-operatório é, globalmente, bem tolerado pelos pacientes; durante as primeiras 2-3 semanas devem ser evitados esforços físicos e é necessária a utilização de um colete compressivo; o acompanhamento do médico cirurgião é essencial para uma boa recuperação sem complicações. As cicatrizes são pequenas e, normalmente, impercetíveis, o que garante maior confiança ao homem por saber que ninguém saberá da intervenção feita.

É um tratamento com grande impacto na vida do homem, na sua autoestima, pois é recuperada a silhueta masculina. Se se identifica com esta situação, não hesite em contactar a MyMoment e marcar uma consulta de avaliação.

 

Por Dr. Nuno Fradinho e Dr. Nuno Maria.

Artigo originalmente publicado na Revista Cristina. Créditos da fotografia: Cristina Ferreira.

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